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O '''comunismo''' é uma [[ideologia]] política anticapitalista que luta pelo fim da exploração do homem pelo homem, utilizando a ciência imortal do proletariado, o [[marxismo]], enquanto ferramenta de análise. | |||
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* Quando o capitalismo for superado no mundo, e todos tiverem a mesma relação com os meios de produção, a sociedade de classes sera abolida. | |||
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* Comunismo de esquerda, | |||
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Apesar do nome, o [[eurocomunismo]] é considerado uma vertente reformista, de tradição política separada do comunismo. | |||
== História e terminologia == | |||
O comunismo surge, no século XIX, enquanto movimento político que se utiliza do marxismo enquanto método de análise. O Marxismo, Em primeira instância, buscava-se entender, cientificamente, o motivo e os mecanismos pela qual o capitalismo se reproduzia, tendo uma visão de mundo materialista, e portanto compreendendo que ideias não são capazes de mudar a realidade. Com o entendimento materialista da realidade, os marxistas buscavam criar uma ideologia que servisse como ferramenta para que a classe trabalhadora organizada fosse capaz de alterar suas próprias condições materiais. O comunismo, o "movimento real dos trabalhadores", se utilizava do marxismo, a "ciência imortal do proletariado", para alcançar hegemonia política. | |||
No contexto de sua criação, o movimento comunista era uma das ideologias políticas que compunham o movimento socialista internacional. No movimento socialista internacional, haviam o que hoje entendemos como anarquistas (como Proudhon), social-democratas (como Ferdinand Lassalle), e comunistas (como Marx e Engels). Com exceção de Marx e Engels, o campo socialista não tinha qualquer ferramenta de análise coeso, buscando apenas tornar a realidade mais próximo de um ideal "justo", e por serem idealistas, Marx os chamou de "socialistas utópicos", em oposição ao campo político de Marx, que era efetivamente o socialismo científico. | |||
Além disso, Marx também utilizava "socialismo" e "comunismo" enquanto fases de desenvolvimento sociológico, usando ambos de forma intercambiável por grande parte de sua bibliografia. Lenin, ao interpretar as obras marxistas, chama de "socialismo" o estágio inferior do "comunismo", enquanto também utiliza a palavra "comunismo" para se referir a parte do campo político que utilizava o marxismo. Além disso, utilizava "socialismo" para se referir ao "campo socialista", em que agrupava anarquistas, sindicalistas, reformistas e comunistas. A partir da revolução socialista de outubro de 1917, capitaneada pelos Bolcheviques na Rússia, comunismo se torna a maior corrente política dentro da esquerda revolucionária, e muitos partidos abandonam o termo "socialismo", e passam a ser "comunistas não revolucionários", para de alguma forma se atrelar a União Soviética. Exemplo disso é o Partido Socialista dos trabalhadores do Chile, que após a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1922, foi renomeado para "Partido Comunista do Chile", se autoproclamando comunista, mesmo buscando o socialismo através de reformas no capitalismo (o que seria considerado, até 1917, como sendo "socialista utópico", ou simplesmente "socialista"). | |||
Com o fim da União Soviética, a utilização de "socialismo" e "comunismo" se reverteu a uma situação similar a antes da criação URSS: os revolucionários continuaram a se chamar de comunistas, enquanto reformistas passaram a se chamar de socialistas. No Brasil, assim como em outros países, os Trotskistas abandonaram o termo "comunismo" com o objetivo de se afastar da União Soviética, que era vista como um projeto fracassado. Passaram então a se autoproclamar como socialistas, a exemplo do [[Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado]] (PSTU) e o [[Partido Socialismo e Liberdade]](PSOL). | |||
Edição das 15h11min de 5 de março de 2025
Esse artigo é sobre a ideologia comunista. Caso não procure por isso, verifique a página de desambiguação: Comunismo (desambiguação)
Introdução
O comunismo é uma ideologia política anticapitalista que luta pelo fim da exploração do homem pelo homem, utilizando a ciência imortal do proletariado, o marxismo, enquanto ferramenta de análise.
O comunismo entende que:
- Toda sociedade humana desde o neolítico é classista, separada em Classes sociais, definidas pela sua relação com os meios de produção;
- O sistema econômico dominante no mundo hoje é o capitalismo, em que o proletariado é explorado pela burguesia;
- O proletariado deve se organizar enquanto classe, para fazer uma revolução socialista e fazer cessar a sua exploração;
- Quando o capitalismo for superado no mundo, e todos tiverem a mesma relação com os meios de produção, a sociedade de classes sera abolida.
O movimento comunista abriga diversas vertentes. Entre eles:
- Comunismo de esquerda,
- Trotskismo,
- Marxismo-leninismo,
- Anarco-comunismo.
Apesar do nome, o eurocomunismo é considerado uma vertente reformista, de tradição política separada do comunismo.
História e terminologia
O comunismo surge, no século XIX, enquanto movimento político que se utiliza do marxismo enquanto método de análise. O Marxismo, Em primeira instância, buscava-se entender, cientificamente, o motivo e os mecanismos pela qual o capitalismo se reproduzia, tendo uma visão de mundo materialista, e portanto compreendendo que ideias não são capazes de mudar a realidade. Com o entendimento materialista da realidade, os marxistas buscavam criar uma ideologia que servisse como ferramenta para que a classe trabalhadora organizada fosse capaz de alterar suas próprias condições materiais. O comunismo, o "movimento real dos trabalhadores", se utilizava do marxismo, a "ciência imortal do proletariado", para alcançar hegemonia política.
No contexto de sua criação, o movimento comunista era uma das ideologias políticas que compunham o movimento socialista internacional. No movimento socialista internacional, haviam o que hoje entendemos como anarquistas (como Proudhon), social-democratas (como Ferdinand Lassalle), e comunistas (como Marx e Engels). Com exceção de Marx e Engels, o campo socialista não tinha qualquer ferramenta de análise coeso, buscando apenas tornar a realidade mais próximo de um ideal "justo", e por serem idealistas, Marx os chamou de "socialistas utópicos", em oposição ao campo político de Marx, que era efetivamente o socialismo científico.
Além disso, Marx também utilizava "socialismo" e "comunismo" enquanto fases de desenvolvimento sociológico, usando ambos de forma intercambiável por grande parte de sua bibliografia. Lenin, ao interpretar as obras marxistas, chama de "socialismo" o estágio inferior do "comunismo", enquanto também utiliza a palavra "comunismo" para se referir a parte do campo político que utilizava o marxismo. Além disso, utilizava "socialismo" para se referir ao "campo socialista", em que agrupava anarquistas, sindicalistas, reformistas e comunistas. A partir da revolução socialista de outubro de 1917, capitaneada pelos Bolcheviques na Rússia, comunismo se torna a maior corrente política dentro da esquerda revolucionária, e muitos partidos abandonam o termo "socialismo", e passam a ser "comunistas não revolucionários", para de alguma forma se atrelar a União Soviética. Exemplo disso é o Partido Socialista dos trabalhadores do Chile, que após a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1922, foi renomeado para "Partido Comunista do Chile", se autoproclamando comunista, mesmo buscando o socialismo através de reformas no capitalismo (o que seria considerado, até 1917, como sendo "socialista utópico", ou simplesmente "socialista").
Com o fim da União Soviética, a utilização de "socialismo" e "comunismo" se reverteu a uma situação similar a antes da criação URSS: os revolucionários continuaram a se chamar de comunistas, enquanto reformistas passaram a se chamar de socialistas. No Brasil, assim como em outros países, os Trotskistas abandonaram o termo "comunismo" com o objetivo de se afastar da União Soviética, que era vista como um projeto fracassado. Passaram então a se autoproclamar como socialistas, a exemplo do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Socialismo e Liberdade(PSOL).