Mais idiomas
Mais ações
Ampliei o artigo adicionando as vertentes comunistas mais conhecidas: Anarco comunismo, comunismo utópico e o socialismo científico. Peço pela inserção do verbete Materialismo histórico dialético se caso ainda não estiver disponível. |
m Adicionado o link para a pag. de desambiguação do termo Comunismo |
||
| (6 revisões intermediárias por 2 usuários não estão sendo mostradas) | |||
| Linha 1: | Linha 1: | ||
''Esse artigo é sobre a ideologia comunista. Caso não procure por isso, verifique a página de desambiguação: [[Comunismo (desambiguação)]]'' | |||
O | == Introdução == | ||
O '''movimento comunista''' é um movimento político anticapitalista que luta pelo fim da exploração do homem pelo homem, utilizando a ciência imortal do proletariado, o [[marxismo]], enquanto ferramenta de análise. | |||
O | O movimento comunista entende que: | ||
O | * Toda sociedade humana desde o neolítico é classista, ou seja, separada em [[Classe social|classes sociais]], definidas pela sua relação com os [[Meio de produção|meios de produção]]; | ||
* O sistema econômico dominante no mundo hoje é o [[capitalismo]], em que o [[proletariado]] é explorado pela [[burguesia]]; | |||
* O proletariado deve se organizar enquanto classe para fazer uma [[revolução]], que deverá socializar os meios de produção e consequentemente acabar com a exploração do homem pelo homem; | |||
* Quando o capitalismo for superado no mundo, e todas as pessoas tiverem a mesma relação com os meios de produção, não haverá mais uso para o estado, que definhará. Além disso, a sociedade de classes será finalmente superada. | |||
Além disso, o movimento abriga diversas vertentes. Entre eles: | |||
* Comunismo de esquerda, | |||
* Trotskismo, | |||
* Marxismo-Leninismo, | |||
* Marxismo-Leninismo-Maoismo, | |||
* Anarco-comunismo. | |||
Apesar do nome, o [[eurocomunismo]] é considerado uma vertente reformista, e portanto, não faz parte do movimento comunista. | |||
== História == | |||
O '''movimento comunista''' surge, no século XIX, enquanto o movimento político que se utiliza do marxismo como seu método de análise. O Marxismo, Em primeira instância, buscava entender, cientificamente, o motivo e os mecanismos pela qual o capitalismo se reproduzia. Seus criadores, [[Karl Marx]] e [[Friedrich Engels|Friederich Engels]], partiam da filosofia hegeliana e do materialismo de [[Ludwig Feuerbach]], e portanto compreendiam que ideias não são capazes de mudar a realidade. Com esse entendimento, buscavam criar uma ideologia que servisse como ferramenta para a classe trabalhadora organizada, que com o marxismo, seria capaz de alterar suas próprias condições materiais. O comunismo, o "movimento real dos trabalhadores", se utiliza do marxismo, a "ciência imortal do proletariado", para alcançar hegemonia política. | |||
No contexto de sua criação, o movimento comunista compunha o movimento socialista internacional. No movimento socialista internacional, haviam o que hoje entendemos como anarquistas (como Proudhon), social-democratas (como Ferdinand Lassalle), e comunistas (como Marx e Engels), apesar de que essas distinções não eram ainda tão claras na época pelo movimento ser recente. Com exceção de Marx e Engels, o campo socialista não tinha qualquer ferramenta de análise coeso, buscando apenas tornar a realidade mais próxima de um ideal "justo", e por serem idealistas, Marx os chamou de "socialistas utópicos", em oposição a vertente liderada por Marx e Engels, que buscava a consolidação de um "socialismo científico". | |||
== Terminologia == | |||
A partir da revolução socialista de outubro de 1917, capitaneada pelos Bolcheviques na Rússia, o comunismo se torna a maior corrente política entre os socialistas revolucionários, e muitos partidos abandonam o termo "socialismo" em prol do termo "comunismo". Exemplo disso é o Partido Socialista dos Trabalhadores do Chile, que após a criação da [[União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1922–1991)|União das Repúblicas Socialistas Soviéticas]], em 1922, foi renomeado para "Partido Comunista do Chile", apesar de buscarem o socialismo através de reformas no capitalismo (o que seria considerado, até 1917, como sendo um "socialismo utópico", ou simplesmente "socialista"). | |||
Com o fim da União Soviética, a utilização de "socialismo" e "comunismo" se reverteu a uma situação similar a antes da criação URSS: os revolucionários continuaram a se chamar de comunistas, enquanto reformistas passaram a se chamar de socialistas. No Brasil, assim como em outros países, os Trotskistas abandonaram o termo "comunismo" com o objetivo de se afastar da União Soviética, que era vista como um projeto fracassado. Passaram então a se autoproclamar como socialistas, a exemplo do [[Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado|Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)]] e o [[Partido Socialismo e Liberdade|Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)]]. | |||
Edição atual tal como às 15h04min de 11 de março de 2025
Esse artigo é sobre a ideologia comunista. Caso não procure por isso, verifique a página de desambiguação: Comunismo (desambiguação)
Introdução[editar | editar código-fonte]
O movimento comunista é um movimento político anticapitalista que luta pelo fim da exploração do homem pelo homem, utilizando a ciência imortal do proletariado, o marxismo, enquanto ferramenta de análise.
O movimento comunista entende que:
- Toda sociedade humana desde o neolítico é classista, ou seja, separada em classes sociais, definidas pela sua relação com os meios de produção;
- O sistema econômico dominante no mundo hoje é o capitalismo, em que o proletariado é explorado pela burguesia;
- O proletariado deve se organizar enquanto classe para fazer uma revolução, que deverá socializar os meios de produção e consequentemente acabar com a exploração do homem pelo homem;
- Quando o capitalismo for superado no mundo, e todas as pessoas tiverem a mesma relação com os meios de produção, não haverá mais uso para o estado, que definhará. Além disso, a sociedade de classes será finalmente superada.
Além disso, o movimento abriga diversas vertentes. Entre eles:
- Comunismo de esquerda,
- Trotskismo,
- Marxismo-Leninismo,
- Marxismo-Leninismo-Maoismo,
- Anarco-comunismo.
Apesar do nome, o eurocomunismo é considerado uma vertente reformista, e portanto, não faz parte do movimento comunista.
História[editar | editar código-fonte]
O movimento comunista surge, no século XIX, enquanto o movimento político que se utiliza do marxismo como seu método de análise. O Marxismo, Em primeira instância, buscava entender, cientificamente, o motivo e os mecanismos pela qual o capitalismo se reproduzia. Seus criadores, Karl Marx e Friederich Engels, partiam da filosofia hegeliana e do materialismo de Ludwig Feuerbach, e portanto compreendiam que ideias não são capazes de mudar a realidade. Com esse entendimento, buscavam criar uma ideologia que servisse como ferramenta para a classe trabalhadora organizada, que com o marxismo, seria capaz de alterar suas próprias condições materiais. O comunismo, o "movimento real dos trabalhadores", se utiliza do marxismo, a "ciência imortal do proletariado", para alcançar hegemonia política.
No contexto de sua criação, o movimento comunista compunha o movimento socialista internacional. No movimento socialista internacional, haviam o que hoje entendemos como anarquistas (como Proudhon), social-democratas (como Ferdinand Lassalle), e comunistas (como Marx e Engels), apesar de que essas distinções não eram ainda tão claras na época pelo movimento ser recente. Com exceção de Marx e Engels, o campo socialista não tinha qualquer ferramenta de análise coeso, buscando apenas tornar a realidade mais próxima de um ideal "justo", e por serem idealistas, Marx os chamou de "socialistas utópicos", em oposição a vertente liderada por Marx e Engels, que buscava a consolidação de um "socialismo científico".
Terminologia[editar | editar código-fonte]
A partir da revolução socialista de outubro de 1917, capitaneada pelos Bolcheviques na Rússia, o comunismo se torna a maior corrente política entre os socialistas revolucionários, e muitos partidos abandonam o termo "socialismo" em prol do termo "comunismo". Exemplo disso é o Partido Socialista dos Trabalhadores do Chile, que após a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em 1922, foi renomeado para "Partido Comunista do Chile", apesar de buscarem o socialismo através de reformas no capitalismo (o que seria considerado, até 1917, como sendo um "socialismo utópico", ou simplesmente "socialista").
Com o fim da União Soviética, a utilização de "socialismo" e "comunismo" se reverteu a uma situação similar a antes da criação URSS: os revolucionários continuaram a se chamar de comunistas, enquanto reformistas passaram a se chamar de socialistas. No Brasil, assim como em outros países, os Trotskistas abandonaram o termo "comunismo" com o objetivo de se afastar da União Soviética, que era vista como um projeto fracassado. Passaram então a se autoproclamar como socialistas, a exemplo do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).